
Osga
Tarentola mauritanica
Comprimento: 15 cm
Cabeça-corpo: 8,5 cm
Longevidade:
cerca de 8 anos em cativeiro.
Em Portugal está presente
em quase todo o território.
Espécie não ameaçada
Identificação: É uma espécie de aspecto robusto , aplanado, com uma cabeça bem destacada do corpo, têm olhos grandes, redondos e de pupila vertical. Dorso coberto por tubérculos proeminentes, dispostos em 6 a 16 séries longitudinais, que lhe conferem um aspecto rugoso ou espinhoso. Escamas ventrais lisas e de forma hexagonal. Patas curtas e robustas, com cinco dedos, com unhas bem desenvolvidas apenas no terceiro e quarto dedos e com 10 a 14 lamelas subdigitais não divididas, que lhe permitem treparem facilmente por superfícies lisas, como as paredes das casas. Coloração dorsal acastanhada, esbranquiçada ou acinzentada. Ventre esbranquiçado, bege ou amarelado.
Habitat: As osgas habitam tanto em biótipos naturais como em zonas humanizadas. Dentro dos biótipos naturais preferem habitats rochosos ou pedregosos. Também são muito comuns em zonas urbanas e rurais, onde surgem em muros, habitações velhas ou troncos apodrecidos, locais que lhes proporcionam numerosos refúgios.
Comportamentos: É uma espécie de hábitos predominantemente crepusculares ou nocturnos, mas pode exibir com alguma frequência actividade diurna. Em geral, permanece activa durante todo o ano, mas nas regiões mais frias passa por um período de inactividade invernal. É uma espécie ágil, com qualidades trepadoras excepcionais, sendo capaz de se movimentar ou permanecer imobilizada em muros ou paredes lisas verticais. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, as osgas não têm veneno; apenas segregam algumas substâncias para se defenderem, mas que ao Homem apenas podem provocar uma pequena irritação quando em contacto com os olhos, mucosas e boca.
Reprodução: A sua época de reprodução estende-se desde a Primavera até ao Verão. Nestas alturas, os machos desenvolvem um acentuado comportamento territorial, no qual a voz parece desempenhar um importante papel. As fêmeas realizam mais do que uma postura anual, geralmente entre Abril e Junho. As posturas são constituídas por 1 a 2 ovos, depositados debaixo de pedras ou em buracos.
Dieta: Muito vorazes, as osgas alimentam-se quase exclusivamente de insectos, com frequência junto de locais iluminados. A sua dieta é composta por formigas, aranhas, moscas, mosquitos e borboletas. Eventualmente consomem também restos vegetais e juvenis de lagartixas ou mesmo da própria espécie.