Lagarto-de-água

Nome Científico:

        Lacerta schreiberi

Biometria:

Comprimento:

Cabeça-corpo: 12,5 cm

Cauda pode medir até duas vezes o tamanho do corpo.

Longevidade: 8 anos.

Distribuição:

Em Portugal está presente essencialmente no Norte e Centro, apresentando algumas populações isoladas no Sul.

Estatuto:

Espécie não ameaçada

Identificação: Lagarto de tamanho médio e de aspecto robusto. Possui uma longa cauda que pode medir até duas vezes o tamanho do corpo. Escamas da garganta de rebordo arredondado. Padrão de coloração dorsal variável, podendo apresentar tons esverdeados a amarelados com um ponteado negro relativamente denso e uniforme, a tons acastanhados com grandes manchas escuras. Ventre amararelado com ou sem pigmentação escura, podendo apresentar na zona da garganta tonalidades azuis na época de reprodução, e esbranquiçadas no resto do ano. Apresenta um acentuado dimorfismo sexual, especialmente durante o período reprodutor.

       Habitat: O lagarto-de-água ocorre em zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a habitats próximos de cursos de água com coberto vegetal denso. Habita preferencialmente os vales agrícolas, típicos das áreas montanhosas do norte do país, em locais onde o estrato arbóreo das margens é dominado por espécies características, como o amieiro, o vidoeiro, o castanheiro e o carvalho-alvarinho.

        Comportamentos: É uma espécie normalmente activa desde Fevereiro/Março até Outubro, altura em que começa um período invernal. Os machos iniciam a sua actividade antes das fêmeas, chegando-se a registar diferenças de um mês. Deixam-se por vezes observar a curta distância. No entanto quando se sentem ameaçados, escondem-se imediatamente entre a vegetação ou nos seus refúgios.

        Reprodução: Logo após o reinício da sua actividade tem lugar a época de reprodução, ocorrendo a maioria das cópulas de Abril a Julho. Durante o acasalamento, e particularmente nos preâmbulos da cópula, o macho mostra-se bastante nervoso, acompanhado sempre a fêmea e pondo-se por vezes sobre ela. Se a fêmea foge ele persegue-a, acabando por mordê-la para a tentar imobilizar e consumar a cópula. Este comportamento torna-se por vezes um pouco violento, não sendo raro as fêmeas saírem ligeiramente feridas das disputas.

        Dieta: A sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, em especial mosquitos, moscas, gafanhotos e escaravelhos. Ocasionalmente, inclui também frutos silvestres.

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