Cobra-de-escada

Nome Científico:

        Elaphe scalaris

Biometria:

Comprimento:

150 cm, máx. 200 cm

Longevidade: 19 anos.

Distribuição:

Em Portugal está presente

em todo o território.

Estatuto:

Espécie não ameaçada

Identificação: Cobra robusta e de grande tamanho. Cabeça larga, bem diferenciada do resto do corpo, com focinho pontiagudo e proeminente relativamente à mandílbula inferior. Olhos pequenos, com pupila arredondada e íris de cor castanha-escura. Dorso com duas linhas escuras longitudinais, sobre uma coloração de fundo acastanhada, amarelada ou ligeiramente rosada. Apresenta pequenas manchas escuras na cabeça e na zona de sutura das escamas labiais, e possui frequentemente uma banda escura desde a parte posterior do olho até à comissura da boca. Ventralmente, apresenta tons esbranquiçados, acinzentados ou amarelados, sobre os quais podem aparecer manchas escuras.

       Habitat: Habita numa grande variedade de biótipos, ocorrendo preferencialmente em áreas secas e expostas. Encontram-se em zonas de matos, clareiras de bosques caducifólios ou de pinhais, e campos agrícolas, podendo ocorrer também em meios rurais e urbanos, sobretudo em muros de pedra, ruínas ou telhados de habitações.

        Comportamentos: É uma espécie de hábitos essencialmente diurnos, mas durante os meses mais quentes pode exibir também alguma actividade crepuscular e nocturna, sobretudo em busca de alimento ou de um par para acasalar. Passa por um período de inactividade invernal. Extremamente voraz, ao encontrar um ninho de roedores é capaz de engolir um deles enquanto mantém mais duas ou três crias semiestranguladas com o corpo, as quais engole de seguida, uma a uma, com inusitada rapidez.

        Reprodução: A sua reprodução ocorre desde o final da Primavera até meados do Verão. A agressividade da espécie pode ser observada também durante o acasalamento, pois em certas ocasiões, no acto da cópula, o macho chega a morder a fêmea no dorso. As fêmeas depositam entre 4 a 24 ovos, normalmente debaixo de pedras, em tocas abandonadas de micromamíferos ou em buracos por si cavados.

        Dieta: A sua dieta baseia-se no consumo de micromamíferos, diversos répteis (sobretudo a lagartixa-mato-comum, a lagartixa-de-dedos-dentados e o sardão), juvenis de coelho-bravo e lebre e várias aves, destacando-se neste caso a sua acção predadora sobre os ninhos.

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