
As Aves de Rapina
Aves de fortes e aguçadas garras, bico poderoso com a mandíbula superior afiada e curva, são sobretudo carnívoras, exímias caçadoras, com excepcional visão e excelentes capacidades de voo. Todas as adaptações estão relacionadas com o seu modo de caçar. A presença de aves de rapina é um indicador da saúde e do equilíbrio do meio ambiente. Quando as aves de rapina começam a escassear, isso quer dizer que o equilíbrio natural está em perigo.
Aves de Rapina Diurnas
As aves de rapina mais frequentemente observadas na Paisagem Protegia da Albufeira do Azibo são:
- a Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
- o Milhafre-preto (Milvus migrans)
- o Milhafre-real (Milvus milvus)
- o Tartaranhão-caçador (Circus pygargus)
- a Águia- calçada (Hieraaetus pennatus)
- a Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
- o Peneireiro (Falco tinnunculus)
Aves de Rapina Nocturnas
A este grupo de aves pertencem essencialmente corujas e mochos. De hábitos nocturnos ou crepusculares, aspecto maciço, cabeça grande e face achatada. A sua plumagem densa e maciça e as características extremidades das suas régimes, tornam o seu voo, absolutamente silencioso. Orifícios auriculares irregularmente posicionados, ajudam a localizar acusticamente a presa com enorme precisão. Os olhos são grandes, virados para a frente e imóveis. O seu campo de visão é bastante extenso, o que se deve à mobilidade alargada da cabeça, capaz de girar além dos 180º. O sistema de visão destas aves é considerado sem paralelo no reino animal. Vêem tão bem de dia como de noite. Crê-se que a sua visão seja cem vezes mais apurada que a visão do homem.
As aves de rapina nocturnas mais frequentemente observadas na Paisagem Protegia da Albufeira do Azibo são:
- a Coruja-do-mato (Strix aluco)
- a Coruja-das-torres (Tyto alba)
- o Mocho-galego (Athene noctua)