Espécies Introduzidas

Carpa

Nome Científico:

Cyprinus carpio

Biometria:

Comprimento: 70 a 80 cm

máximo 100 cm.

Longevidade:

Média: 10 anos

Máximo: até 40 anos.

Distribuição:

Em Portugal ocorre em todas as bacias hidrográficas, à excepção das que se situam a norte da bacia do rio Douro.

Outras designações:

carpa-nacional, sarmão.

 

 

Espécie originária da Europa Oriental e da Ásia Ocidental. Pensa-se que foi introduzida na Europa Ocidental pelos romanos. Referenciada na Península Ibérica a partir dos séculos XVI e XVII.

       Identificação: Corpo muito alto e comprimido lateralmente e coberto de escamas grandes. Boca terminal e proeminente com dois pares de barbilhos. Barbatana dorsal longa. Dorso acastanhado, flancos dourados e ventre amarelado. Esta espécie é cultivada há vários séculos, existindo, em consequência quatro variedades: a comum ou selvagem, a espelho, a dourada, e a couro. Estas distinguem-se essencialmente pela coloração, tamanho, disposição e abundância das escamas.

        Habitat: Espécie típica de albufeiras e de rios com correntes fracas e com grande densidade de vegetação. Tolera concentrações de oxigénio baixas e elevados índices de poluição orgânica. Também pode ser encontrada em águas salobras.

        Reprodução: A primeira maturação sexual ocorre entre os 3 e os 4 anos. A desova ocorre nos meses de Maio a Julho em zonas pouco profundas e com vegetação submersa, onde os ovos são depositados. As fêmeas, consoante o tamanho, podem chegar a libertar cerca de 250.000 ovos. A fecundação é externa.

        Dieta: Alimenta-se, junto ao fundo e consome principalmente detritos, algas, plantas, larvas aquáticas de insectos e crustáceos. Muito ocasionalmente também se pode alimentar de pequenos peixes.

Pimpão

Nome Científico:

Carassius auratus

Biometria:

Comprimento: 15 a 20 cm.

Longevidade: 10 anos.

Distribuição:

Em Portugal existe em todas as massas de água. Rara no Azibo.

Outras designações:

peixe-vermelho,

peixe-dourado.

 

 

 

 

Espécie originária da China. Em Portugal, foi introduzida no século XVII para fins ornamentais.

       Identificação: Corpo semelhante ao da carpa mas mais pequeno. A boca encontra-se desprovida de barbilhos. Os peixes seleccionados para fins ornamentais exibem uma coloração avermelhada. No entanto, quando colonizam os sistemas aquáticos naturais a sua coloração torna-se castanha-esverdeada. Supõe-se que este fenómeno é devido às diferenças existentes no tipo de alimentação no cativeiro e no meio natural. Quando coexiste com a carpa pode ocorrer cruzamentos entre indivíduos das duas espécies. Os descendentes possuem só um par de barbilhos e são designados por "carpas de Kollar".

        Habitat: Espécie típica de albufeiras e de remansos com grande densidade de vegetação. Tolera concentrações de oxigénio baixas e elevados índices de poluição orgânica.

        Reprodução: A primeira maturação sexual ocorre aos 3 anos. A desova ocorre nos meses de Maio a Junho em zonas pouco profundas e com vegetação submersa, onde os ovos são depositados. As fêmeas podem chegar a libertar cerca de 200.000 ovos. A fecundação é externa.

        Dieta: Alimenta-se, junto ao fundo e consome principalmente material vegetal. Também pode fazer parte da sua dieta larvas aquáticas de insectos.

Lúcio

Nome Científico:

Esox lucius

Biometria:

Comprimento:

Pode atingir

mais de 100 cm.

Longevidade:

Média: 10-12 anos.

Máximo: + de 25 anos.

Distribuição:

Distribui-se por todo o hemisfério norte. Na albufeira do Azibo foi introduzida por pescadores no início dos anos 90 do séc. XX.

 

 

Foi introduzida na Península Ibérica no início da década de 50 do século XX. Actualmente existe nas bacias dos rios Douro, Tejo e Guadiana.

       Identificação: Corpo alongado em forma de torpedo, cabeça bem desenvolvida e boca aplanada em forma de "bico de pato" provida de várias fiadas de dentes pontiagudos. As barbatanas dorsal e anal estão muito próximas da caudal, conferindo aos indivíduos um grande poder de propulsão. Cor verde-acastanhada com manchas amarelas nos flancos, podendo os indivíduos adoptar a coloração do meio envolvente.

        Habitat: Prefere albufeiras ou cursos de água calmos onde escolhe zonas pouco profundas e com muita vegetação onde procura refúgio e a estabelece o seu território.

        Reprodução: Atingem a primeira maturação sexual aos 2 anos. A reprodução ocorre entre os meses de Fevereiro e Abril. Esta espécie tem hábitos fortemente territoriais mas na época da reprodução reúnem-se em grupos de 2 a 3 machos e uma fêmea. A desova dá-se em zonas com pouca profundidade e muita vegetação. Uma fêmea de grandes dimensões pode libertar 25 000 a 30 000 ovos. A fecundação é externa.

        Dieta: Os juvenis alimentam-se de larvas aquáticas de insectos e de outros invertebrados. Os adultos são predadores e alimentam-se de peixes, inclusive da própria espécie, que capturam por emboscada. Nas massas de água em que se estabelece, esta espécie é responsável pelo desaparecimento das populações piscícolas autóctones. Na albufeira do Azibo verificou-se que após a introdução do lúcio as outras espécies de peixes residentes quase que desapareceram. Actualmente, nesta albufeira, o lúcio é a espécie dominante.

Achigã

Nome Científico:

Micropterus salmoides

Biometria:

Comprimento: 50 cm.

Longevidade: 12 anos.

Distribuição:

Em Portugal encontra-se sobretudo na bacia do Tejo e a sul desta. Na década de 90 do séc.XX foi introduzida na albufeira do Azibo.

 

 

Espécie originária da América do Norte. Foi introduzida na Europa no início do século XX. Em Portugal foi introduzido por volta de 1950.

       Identificação: Corpo alongado, boca larga com a maxila superior proeminente. Barbatana dorsal dividida em duas partes. A primeira parte possui raios espinhosos e a segunda é constituída por raios moles ou ramificados. Dorso e cabeça de tom verde escuro ou oliváceo, flancos dourados e ventre branco. A linha lateral possui uma fiada de manchas escuras. O opérculo tem duas bandas escuras e uma mancha escura. Espécie com grande importância para a pesca desportiva.

        Habitat: Prefere águas calmas, habitando preferencialmente grandes massas de água com vegetação aquática como albufeiras lagos e lagoas. Também pode ocorrer nos troços médios e inferiores dos rios onde a temperatura é mais elevada.

        Reprodução: Alcançam a maturidade sexual por volta dos 3 anos. A desova ocorre entre Maio e Julho em locais pouco profundos, com pouca corrente e com grandes densidades de vegetação aquática. Nesta época o macho escava um ninho no cascalho, onde as fêmeas irão desovar. Cada fêmea pode chegar a libertar 14000 ovos. A fecundação é externa. Após a postura, o macho expulsa as fêmeas, e protege o ninho durante cerca de um mês. Os machos exercem assim, cuidados parentais.

        Dieta: As larvas alimentam-se de plâncton, os juvenis de larvas aquáticas de insectos e de outros invertebrados. Os adultos são predadores, alimentando-se de outros peixes e crustáceos, podendo assim, quando atingem densidades mais elevadas, contribuir para o desaparecimento das espécies autóctones.

Perca-sol

Nome Científico:

Lepomis gibbosus

Biometria:

Comprimento: 15 cm.

Longevidade: 9 a 10 anos.

Distribuição:

Referenciada em Portugal desde os anos 70 do século XX. Foi introduzida no Azibo na década de 90 do séc. XX.

Outras designações:

peixe-sol.

 

 

 

Espécie originária da região oriental da América do Norte. Foi introduzida na Europa em finais do século XIX devido ao seu valor ornamental.

       Identificação: Corpo alto e comprimido lateralmente e com coloração intensa onde predomina o verde, o vermelho e o azul. Barbatana dorsal bem desenvolvida, constituída por duas partes. A primeira possui raios espinhosos enquanto que a posterior possui tem raios moles. Possui uma mancha preta na parte posterior do opérculo.

        Habitat: Prefere albufeiras ou cursos de água com pouca corrente. Os indivíduos estão bem adaptados à escassez de oxigénio dissolvido na água e a temperaturas elevadas.

        Reprodução: Atingem a primeira maturação sexual entre os 2 e os 3 anos. A reprodução ocorre entre os meses de Maio e Julho. Dependendo do tamanho, cada fêmea pode libertar entre 500 a 6000 ovos. O comportamento reprodutor é idêntico ao do achigã.

        Dieta: A dieta é fundamentalmente constituída por larvas aquáticas de insectos. No entanto, segundo alguns investigadores estes peixes podem alimentar-se de ovos e juvenis de espécies, autóctones podendo assim, contribuir para o seu desaparecimento.

Gambúsia

Nome Científico:

Gambusia holbrooki

Biometria:

Comprimento:

Fêmea: 6 a 7 cm.

Macho: 3 a 4 cm.

Longevidade: 2 anos.

Distribuição:

Encontra-se dispersa pelas principais bacias hidrográficas do país.

Outras designações:

peixe-mosquito, gambusino.

 

 

Espécie originária da América do Norte. Foi introduzida na bacia do Tejo nos finais da década de 20 do século XX com o objectivo de combater a malária, porque se acreditava que esta espécie se alimentava fundamentalmente de larvas dos mosquitos vectores do agente da doença.

       Identificação: Coloração acinzentada com minúsculos pontos negros dispersos pelo corpo e pelas barbatanas. Boca súpera e barbatana dorsal muito recuada, sendo posterior à barbatana anal. Acentuado dimorfismo sexual, alguns raios da barbatana anal são mais alongados nos machos, transformando esta barbatana num órgão copulador. As fêmeas têm um ventre proeminente e são maiores que os machos.

        Habitat: Prefere águas calmas, de substrato arenoso, pouco profundas e com vegetação aquática. Podem ser encontradas em rios e nas zonas marginais das albufeiras. Toleram baixas concentrações de oxigénio, altas temperaturas e elevados níveis de poluição orgânica.

        Reprodução: Alcançam a maturidade sexual aos poucos meses de vida. Após um ritual de corte em que os machos perseguem as fêmeas ocorre a fecundação que neste caso é interna. Cerca de um mês após a fecundação as fêmeas, consoante o seu tamanho, dão à luz 20 a 70 crias. Num ano podem reproduzir-se até 4 vezes.

        Dieta: Alimentam-se essencialmente de larvas de insectos e de outros pequenos invertebrados.

Truta-arco-íris

Nome Científico:

Oncorhynchus mykiss

Biometria:

Comprimento:

Média: 25 e 30 cm,.

Máximo: 60 cm.

Distribuição:

Em Portugal encontra-se em rios e albufeiras do Norte. Na albufeira do Azibo foi apenas detectada, em densidades muito baixas, aquando de um estudo realizado em 1987.

 

 

Espécie originária da América do Norte. Foi introduzida na Europa em finais do século XIX.

       Identificação: Aspecto semelhante ao da truta-fário, diferindo desta apenas pela coloração e pelo tamanho mais reduzido das escamas. O dorso é verde-azulado iridescente, ocorrendo uma faixa rosada ao longo dos flancos. Ventre esbranquiçado. Existem pequenas manchas negras espalhadas por todo o corpo.

        Habitat: Prefere albufeiras e cursos de água com pouca corrente. Ao contrário da maior parte dos salmonídeos tolera temperaturas relativamente elevadas, sendo o seu óptimo entre os 10 e os 12ºC.

        Reprodução: No nosso país não se conseguiu detectar a sua reprodução em meio natural, pelo que a manutenção das populações deve-se a repovoamentos sucessivos.

        Dieta: Alimenta-se na coluna de água, consumindo preferencialmente larvas aquáticas de insectos, crustáceos, moluscos e insectos de origem terrestre que caem à água (moscas, formigas,etc). Por vezes ingere também material vegetal, e os indivíduos de maiores dimensões podem comer pequenos peixes.

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