Espécies Autóctones

Barbo-do-norte

Nome Científico:

          Barbus bocagei

Biometria:

Comprimento: 50 a 60 cm

Longevidade:

Fêmeas: até 11 anos

Machos: até 7 anos

Distribuição:

Espécie endémica da Península Ibérica. Em Portugal ocorre desde a bacia do Rio Minho até à bacia do rio Sado.

Outras designações: Barbo.

       

 

 

 

 

 

 

 

 

        Identificação: Corpo alongado e comprimido lateralmente com focinho alongado. Boca ínfera com dois pares de barbilhos bem desenvolvidos. Perfil dorsal da cabeça ligeiramente convexo. Barbatana dorsal situada a meio do corpo. A barbatana caudal é chanfrada, e pode ser mais larga nas fêmeas que nos machos. Dorso escuro, flancos e ventre claros. Os jovens possuem manchas escuras no dorso que desaparecem progressivamente.

        Habitat: Só não habita as zonas onde predominam os salmonídeos (trutas), ou seja, a porção inicial montanhosa dos cursos de água. Esta espécie ocorre tanto em zonas de corrente como de águas paradas, podendo ser encontrada em altitudes que vão desde os 190 até 1180 m e nos troços terminais dos rios, onde a influência da água salgada já se faz sentir.

        Reprodução: Os machos alcançam a maturidade sexual entre os 2 e os 3 anos quando têm cerca de 7 cm de comprimento. Por seu turno, as fêmeas reproduzem-se pela primeira vez entre os 6 e os 7 anos quando medem cerca de 18 cm. Entre Abril e Junho os adultos realizam pequenas migrações para montante, para zonas com corrente, pouco profundas e com fundos de cascalho, onde se reproduzem. Durante este período, os machos apresentam umas pontuações esbranquiçadas à volta do focinho chamadas tubérculos nupciais. A função destas estruturas não é muito conhecida mas supõe-se que têm importância na comunicação entre indivíduos. O número de ovos libertados depende do tamanho da fêmea e pode chegar aos 15000. A fecundação é externa.

        Dieta: Os indivíduos alimentam-se junto ao fundo, essencialmente de detritos, algas, plantas aquáticas, moluscos, crustáceos e larvas aquáticas de insectos.

Boga-do-norte

Nome Científico:

Chondrostoma duriensis

Biometria:

Comprimento: até 40 cm

Longevidade:

Fêmeas: até 10 anos

Machos: até 8 anos

Distribuição:

Espécie endémica da Península Ibérica. Em Portugal ocorre nas bacias do Douro, Minho, Lima, Neiva, Cávado e Ave.

Outras designações: Boga.

       

 

 

 

 

 

 

 

 

        Identificação: Corpo alongado e esbelto. O comprimento da cabeça está contido 4 vezes no comprimento total. Boca inferior rectilínea com estojo córneo e sem barbilhos. Barbatana dorsal situada a meio do corpo, inserida acima da base das ventrais. A barbatana caudal é muito aberta em forma de forquilha. As escamas são muito pequenas. Corpo de tons prateados, apresentando uma banda mais escura acima da linha lateral.

        Habitat: Presente nos troços médios dos cursos de água, onde a velocidade da corrente é relativamente elevada. No entanto, também ocorre em albufeiras. É uma espécie sensível à poluição.

        Reprodução: Alcançam a maturidade sexual entre os 3 e os 4 anos quando têm cerca de 10-12 cm de comprimento. Entre Março e Maio os adultos realizam pequenas migrações para montante para zonas com corrente, pouco profundas e com fundos de cascalho e areia, onde ocorre a reprodução. Na época da reprodução os machos também podem apresentar tubérculos nupciais. O número de ovos libertados depende do tamanho da fêmea e pode atingir os 9000. A fecundação é externa.

        Dieta: É uma espécie que se alimenta junto ao fundo. O estojo córneo que existe na boca é uma estrutura raspadora que permite que os animais se alimentem de detritos e algas que se encontram fixos ao substrato.

Escalo-do-norte

Nome Científico:

Squalius carolitertii

Biometria:

Comprimento: até 25 cm

Longevidade:

Não existem dados suficientes mas supõe-se que seja de 6 a 7 anos.

Distribuição:

Espécie endémica da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se desde a bacia do Minho até à do Mondego. Actualmente é rara na albufeira do Azibo.

Outras designações: Escalo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       Identificação: Corpo alongado comprimido lateralmente. Cabeça grande. Boca terminal sem barbilhos. Barbatana dorsal situada a meio do corpo. Escamas grandes. Na base de cada escama existe uma mancha negra que confere ao peixe um padrão reticulado característico. Coloração acinzentada no dorso e prateada nos flancos.

        Habitat: Ocorre numa variedade muito grande de habitats, podendo estar em rios de montanha, de planície e até em albufeiras. Outra característica desta espécie é a capacidade de suportar períodos de seca prolongada, refugiando-se em pegos onde os indivíduos estão sujeitos a valores limite de oxigénio e temperatura.

        Reprodução: A sua reprodução está pouco estudada, sabe-se apenas que ocorre entre os meses de Abril e Maio. Nesta época os indivíduos realizam pequenas migrações e a desova ocorre em fundos arenosos. Os machos apresentam tubérculos nupciais durante o período de reprodução. A fecundação é externa.

        Dieta: Alimenta-se na coluna de água, consumindo preferencialmente larvas aquáticas de insectos, crustáceos, moluscos e insectos de origem terrestre que caem à água (moscas, formigas,etc). Por vezes ingere também material vegetal, e os indivíduos de maiores dimensões podem comer pequenos peixes.

Truta-fário

Nome Científico:

Salmo trutta

Biometria:

Comprimento: 25 a 30 cm,

máximo 50 cm.

Longevidade: 5 a 6 anos,

máximo 10 anos.

Distribuição:

Espécie indígena da Europa. Ocorre nos rios do norte e do centro de Portugal, sendo o limite sul da sua distribuição é o troço superior do rio Zêzere. A forma migradora (truta-marisca) só ocorre nas bacias hidrográficas do Lima, Minho e Âncora. Na albufeira do Azibo foi apenas detectada, em densidades muito baixas, aquando de um estudo realizado em 1987. Poderá ocorrer nos cursos de água tributários desta albufeira.

Outras designações:

truta-de-rio, truta-comum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       Identificação: Corpo alongado comprimido lateralmente. Cabeça grande. Boca terminal sem barbilhos. Barbatana dorsal situada a meio do corpo. Escamas grandes. Na base de cada escama existe uma mancha negra que confere ao peixe um padrão reticulado característico. Coloração acinzentada no dorso e prateada nos flancos.

        Habitat: Ocorre numa variedade muito grande de habitats, podendo estar em rios de montanha, de planície e até em albufeiras. Outra característica desta espécie é a capacidade de suportar períodos de seca prolongada, refugiando-se em pegos onde os indivíduos estão sujeitos a valores limite de oxigénio e temperatura.

        Reprodução: A sua reprodução está pouco estudada, sabe-se apenas que ocorre entre os meses de Abril e Maio. Nesta época os indivíduos realizam pequenas migrações e a desova ocorre em fundos arenosos. Os machos apresentam tubérculos nupciais durante o período de reprodução. A fecundação é externa.

        Dieta: Alimenta-se na coluna de água, consumindo preferencialmente larvas aquáticas de insectos, crustáceos, moluscos e insectos de origem terrestre que caem à água (moscas, formigas,etc). Por vezes ingere também material vegetal, e os indivíduos de maiores dimensões podem comer pequenos peixes.

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