
O Toirão
Mustela putoris
Comprimento:
Macho:
Cabeça-Corpo: 31 a 46 cm
Cauda: 14 cm
Peso: 0,5 a 1,5 Kg
Fêmea:
Cabeça-Corpo: 47 a 60 cm
Cauda: 12,5 cm
Peso: 0,4 a 0,8 Kg
Longevidade: 4 a 5 anos
Espécie selvagem presente
em Portugal.
Desconhecido.
Identificação: carnívoro de pequeno porte, semelhante à doninha e furão. Pelagem densa e curta, em que predomina o tom castanho-escuro, à excepção das manchas brancas no bordo das orelhas e na extremidade do focinho. Uma das suas características mais marcantes é a máscara preta ou castanho-escura que possui sobre os olhos. O ventre é quase negro e a cauda é escura e tufada. A muda ocorre em Maio-Junho.
Habitat: tem preferência por regiões arborizadas, temperadas e de baixa altitude, sendo notória a sua associação com a água. A sua presença é mais frequente em zonas alagadas e margens de ribeiras. Encontra-se frequentemente perto de zonas agrícolas. Pode escavar o seu próprio abrigo ou usar antigas tocas de coelho, raposa ou texugo. Faz reservas de alimentos na sua toca, quando captura mais presas que aquelas que necessita de comer de imediato. A sua toca tem um odor fétido, por a acumular excrementos e restos de comida, o que acusa a presença desta espécie no seu interior.
Sinais de Presença: pegadas maiores que as da doninha, depositadas ao longo dos caminhos e das ribeiras, aparecendo, por vezes, apenas 4 dedos marcados. Os dejectos são retorcidos, de forma cilíndrica, afunilados nas extremidades e com um cheiro fétido, bastante pronunciado.
Comportamentos: espécie solitária, de hábitos nocturnos e comportamento territorial. Desloca-se aos saltos e, quando assustado, range os dentes e rosna. Pode percorrer grandes distâncias para procurar alimento. Produz uma secreção abundante, de cheiro bastante intenso, utilizada para marcação territorial que também é libertada quando se sente ameaçado. Pode nadar para capturar as suas presas.
Reprodução: o acasalamento ocorre entre Fevereiro e Março, embora este período varie consoante o clima e latitude. Os machos são poligâmicos e, durante a época de acasalamento, estabelece uma luta de elevada agressividade entre o macho e a fêmea. Após uma gestação de seis a sete semanas, as crias nascem, de 3 a 7, entre Abril e Junho, com lanugem branca e sedosa. Os juvenis tornam-se independentes aos 3 meses e atingem a maturidade sexual entre os 12 e 16 meses de idade.
Dieta: carnívoro oportunista, alimentando-se principalmente de presas associadas à água ( anfíbios, aves, pequenos mamíferos semi-aquáticos) e lagomorfos ( coelhos e lebres).
Factores de Ameaça: constituem factores de ameaça a destruição do seu habitat (como, por exemplo, acções de drenagem das zonas húmidas), os atropelamentos resultantes do tráfego rodoviário, e acções de controlo de predadores, levadas a cabo sobretudo por proprietários agrícolas, para evitar danos provocados nas aves de capoeira. Como se alimentam de roedores, por vezes morrem devido à ingestão de animais envenenados. A hibridação com a forma doméstica ( furão) é também uma ameaça à conservação desta espécie.