Rato-do-campo

Nome Científico:

        Apodemus sylvaticus

Biometria:

Comprimento:

Cabeça-Corpo:

    80 a 130 mm

Cauda: 70 a 110 mm;

Peso: 16 a 43 g

Longevidade: 18 meses

Distribuição:

Espécie Selvagem

presente em Portugal

Estatuto:

Não Ameaçada

Identificação: Espécie semelhante ao rato caseiro, embora tenha patas, olhos e orelhas de maior dimensão. O corpo é alongado, a cabeça bem separada do tronco, o focinho é pontiagudo e a cauda é longa. A pelagem no dorso é castanho-amarelada, a parte ventral do corpo é branco-acinzentada e possui uma marca peitoral, amarelo-alaranjada. A cauda é comprida, castanha-escura na parte superior e esbranquiçada na parte inferior, com numerosos anéis bem visíveis.

Habitat: Habita todos os ambientes em que possa encontrar alimento e abrigo: terrenos com árvores, arbustos, rochas, dunas, margens dos cursos de água ou áreas agrícolas. Vive, frequentemente, em locais humanizados.

        Comportamentos: Possui hábitos nocturnos e crepusculares e não abandona os seus refúgios antes do pôr-do-sol. É bom trepador e nadador, fugindo com rapidez dos predadores, deslocando-se muitas vezes, aos saltos. Embora pareça não existir agressão entre indivíduos da mesma espécie, cada um possui o seu território, que é maior nos machos. Na época de reprodução, as fêmeas defendem o seu território e constroem ninhos com musgo e erva, em covas ou galerias, que podem integrar túneis construídos por outros micromamíferos. Estas galerias, que podem ter uma profundidade de cerca de 180 cm, possuem várias entradas, estão ligadas entre si por trilhos escondidos entre a vegetação, troncos caídos ou pedras. Quando assustados, emitem uma espécie de guincho agudo -  os juvenis emitem também ultra-sons, quando a temperatura ambiente baixa e se encontram sozinhos no ninho. Os adultos emitem-nos apenas durante o acasalamento. Produzem sinais odoríferos, através da urina e das secreções das glândulas subcaudais, na comunicação entre os indivíduos que controlam a área de alimentação. Esta espécie não hiberna, mas a sua actividade é reduzida quando a temperatura baixa bastante.

        Reprodução: Reproduzem-se praticamente durante todo o ano, embora possuam períodos de maior actividade reprodutora, que se inicia na Primavera e atinge o seu máximo no princípio do Verão, diminuindo no Outono. Pode, contudo, prolongar-se pelo Inverno, caso exista grande quantidade de alimento disponível. A gestação demora aproximadamente 26 dias, nascendo várias ninhadas por ano, pois as fêmeas podem iniciar uma nova gestação imediatamente após o nascimento de uma ninhada. Cada ninhada tem entre 4 e 6 crias, que são desmamadas com cerca de 18 dias, abandonando o ninho pouco depois e que podem reproduzir no mesmo ano.

        Dieta: A dieta pode ser muito variada, de acordo com o alimento disponível em cada estação. O rato-do-campo alimenta-se de grãos e sementes, plantas, rebentos, raízes, fungos, frutos frescos, musgos,  cascas de árvores, assim como de invertebrados.

        Factores de Ameaça: Os principais predadores naturais dos indivíduos desta espécie são as rapinas nocturnas, como a coruja-das-torres e o bufo-pequeno, e carnívoros, como a doninha, a marta, a gineta, a raposa, o gato-bravo e o gato doméstico.

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