A Doninha

Nome Científico:

        Mustela nivalis

Biometria:

Comprimento:

Fêmea:

Cabeça-Corpo: 16 a 19 cm

Cauda: 4 a 5 cm;

Macho:

Cabeça-Corpo: 18 a 27 cm

Cauda: 6 cm;

Peso:

Fêmea: 40 a 70 g

Macho: 70 a 170 g

Longevidade: 10 anos

Distribuição:

Espécie Selvagem

presente em Portugal

Estatuto:

Não Ameaçada

Identificação: A doninha é o carnívoro de menor porte existente na Europa. Possui um corpo delgado e alongado com a cabeça pouco diferenciada do pescoço. A cauda é curta e pouco espessa, o focinho é arredondado e as orelhas são pequenas e redondas. A pelagem é curta, de cor castanho-arruivada no dorso. As patas, a cauda e o ventre são completamente brancas. As variedades do Norte e Este da Europa ficam brancas no Inverno. As patas são curtas e possuem garras não retrácteis. Pode tornar-se difícil distinguir a doninha de um outro mustelídeo, o Arminho (Mustela erminea).

        Habitat: A doninha habita em quase todos os ambientes terrestres, preferindo áreas agrícolas, com grande disponibilidade de presas, muros de pedra, sebes e moitas, que lhe servem de protecção. Evita zonas húmidas e campos abertos. Pode viver perto do Homem, ocupando construções humanas abandonadas, como celeiros.

        Comportamentos: Animal solitário e activo, tanto de dia como de noite. Alterna períodos de actividade com períodos de repouso devido ao seu elevado metabolismo. Possui movimentos ágeis, deslocando-se aos saltos no solo e trepando facilmente às árvores. A doninha tem um comportamento territorial, defendendo o seu território de caça (maior no macho que na fêmea). Quando avista uma presa, aproxima-se em silêncio, ataca-a, imobiliza-a com as patas e morde-lhe a nuca. Muitas vezes, bebe o sangue das presas e arrasta-as para um lugar seguro, que serve de despensa. Por ser de pequena estatura, pode perseguir as presas nas próprias tocas. De um modo geral, os machos são melhores caçadores e caçam ao ar livre, enquanto as fêmeas caçam principalmente nas galerias dos roedores. Usa como abrigo as tocas das presas, forrando os ninhos das crias com a pelagem das suas capturas. É capaz de emitir uma variada gama de sons, que inclui assobios e gorjeios.

        Reprodução: Animal poligâmico, mantendo-se sexualmente activo quase todo o ano. A época de acasalamento começa em Fevereiro e a 1ª ninhada nasce entre Março e Julho, podendo haver uma 2ª ninhada no mesmo ano, quando há alimento com abundância. Cada ninhada, de 4 a 6 crias tem um período de gestação de 35 dias. O período de amamentação é de um mês e meio. Ao fim de 8 semanas, as crias já caçam e  por volta da 12ª semana, separam-se da família. Os cuidados parentais estão a cargo apenas da mãe. Os indivíduos atingem a maturidade sexual com 3-4 meses de idade, podendo as fêmeas da 1ª ninhada reproduzir-se logo nesse ano, se houver disponibilidade de alimento.

        Dieta: A doninha é um animal muito voraz revelando-se um predador especializado em roedores, que pode capturar nas próprias tocas. Alimenta-se de pequenos mamíferos.

        Factores de Ameaça: Os predadores naturais da doninha são o lince-ibérico, a gineta, o gato-bravo, o gato-doméstico e as aves de rapina (diurnas e nocturnas). Os factores de ameaça estão relacionados com a destruição do seu habitat e a pressão humana. São também vitimas  de atropelamento e da caça furtiva, realizada como medida de controlo de predadores. Raramente supera os 2 anos de vida em liberdade, já que a taxa de mortalidade no 1º ano é cerca de 70-80%.

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