Morfologia e Identificação





    O aspecto morfológico do cogumelo varia não só com a espécie mas também em função da idade, o que pode tornar a sua identificação uma tarefa muito complicada principalmente, se não existirem exemplares em diferentes estágios de crescimento. Existem mesmo casos em que a diferenciação só é possivel através da análise dos esporos ao microscópio. A identificação deve ser cuidadosa e segura, pois existem espécies da mesma família em que, umas são comestiveis e outras tóxicas.

 

    Os períodos de frutificação dependem em grande parte das condições climatéricas. Algumas espécies não ocorrem todos os anos, sendo o Outono e a Primavera as épocas por excelência para o seu aparecimento. Se alguns carpóforos persistem alguns anos, a maior parte desaparece em menos de uma semana. As espécies mais pequenas são ainda mais efémeras esvanecendo-se em apenas algumas horas.

CÓDIGO DE BOAS PRÁTICAS PARA A COLHEITA DE COGUMELOS SILVESTRES

    Sabendo que a colheita de cogumelos silvestres nem sempre é efectuada de forma correcta, é fundamental a implementação de um "Código de Conduta" para esta actividade, por forma a salvaguardar e conservar as florestas associadas a estes recursos micológicos.
    1. não apanhar cogumelos jovens, que ainda não complementaram o desenvolvimento, por forma a garantir um período para a dispersão dos esporos.
    2. recolher apenas cogumelos em bom estado. O consumo de exemplares muito maduros ou deteriorados por larvas ou por outros fungos é perigoso.
    3. colher os cogumelos tendo cuidado para não causar estragos no micélio e no sistema radicular das árvores (não remover a camada superficial do solo).
    4. não destruir cogumelos de qualquer espécie, pois todos cumprem uma função ecológica importante.
    5. deixar alguns cogumelos no terreno para permitir a dispersão de esporos e favorecer a reprodução dos fungos.
    6. não colher cogumelos para comer que suscitem quaisquer dúvidas na sua identificação. Existem muitas espécies similares, susceptíveis de confusão, algumas das quais tóxicas ou mesmo mortais.
    7. transportar os cogumelos em cestas de vime, palha ou outros recipientes que, pela sua estrutura possibilitem a dispersão dos esporos e ao mesmo tempo o arejamento do material transportado. Não utilizar recipientes estanques como sacos ou contentores de plástico que provocam a deterioração mais rápida dos fungos.
    8. não colher cogumelos na proximidade de zonas industriais (poluentes), bermas de estradas e terrenos com agricultura intensiva, na medida em que os fungos têm a capacidade de acumular metais pesados e outros produtos tóxicos.

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