Tritão-marmorado

Nome Científico:

        Triturus marmoratus

Biometria:

Comprimento: até 16 cm

Longevidade:

+ de 10 anos na natureza.

+ de 25 anos em cativeiro.

Distribuição:

Em Portugal está presente

em todo o território.

Estatuto:

Espécie não ameaçada

Identificação: Cabeça deprimida, com contorno arredondado e olhos proeminentes colocados em posição lateral. Tem um corpo cilíndrico ou ligeiramente deprimido, com a cauda comprimida lateralmente, de igual tamanho ou ligeiramente maior do que o corpo. Membros bem desenvolvidos, com quatro dedos alongados nas patas anteriores e cinco nas posteriores. Pele granulosa. Dorsalmente, a coloração é verde com manchas ou bandas negras. Ventre branco, creme ou cinza.

       Habitat: Habita numa grande variedade de biótipos desde que existam nas proximidades massas de água adequadas para a sua reprodução. Quando sai da água refugia-se em locais húmidos, com diversos tipos de vegetação, nas proximidades da massa de água, escondendo-se debaixo de pedras ou troncos apodrecidos.

        Comportamentos: Durante o dia estes animais permanecem escondidos nas zonas profundas das massas de água, tornando-se mais activos durante a noite, altura em que se deslocam para as zonas mais descobertas. Tem hábitos aquáticos durante a época de reprodução, e terrestres fora desta. Evidencia movimentos ágeis dentro de água, mas é lento e desajeitado em terra. Pode passar por períodos de inactividade no Inverno e os meses mais quentes do ano.

        Reprodução: A época de acasalamento tem início por volta de Fevereiro, prolongando-se pela Primavera. O acasalamento ocorre na água e durante a noite. O macho aproxima-se da fêmea, arqueia ligeiramente o corpo e dobra a cauda, colocando-a em posição paralela ao corpo. Começa então a executar ondulações pausadas com a extremidade desta. Se a fêmea se retira, persegue-a, insistindo com os mesmos movimentos, até que a fêmea receptiva desiste e o acompanha nas ondulações. Nesta altura, com um movimento mais brusco, o macho deposita o espermatóforo, logo recolhido pela cloaca da fêmea. Cada fêmea põe entre 150 e 400 ovos, depositados individualmente entre a vegetação aquática.

        Dieta: A alimentação é constituída por larvas de insectos aquáticos, minhocas, lesmas, caracóis e, ocasionalmente, larvas de anfíbios.

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