Sapo-de-unha-negra

Nome Científico:

        Pelobates cultripes

Biometria:

Comprimento: 6 a 8 cm

Longevidade:

10 anos na natureza.

até 15 anos em cativeiro.

Distribuição:

Em Portugal está presente

no norte território.

Estatuto:

Espécie não ameaçada

Identificação: Os sapos-de-unha-negra são relativamente grandes, de aspecto robusto, focinho arredondado e olhos proeminentes. Membros anteriores com quatro dedos, e posteriores com cinco dedos unidos por membranas interdigitais bem desenvolvidas. Apresenta uma unha ou espora negra nas extremidades posteriores. Pele lisa e brilhante, com excepção da parte superior da cabeça, onde apresenta um aspecto rugoso. As cores predominantes no dorso são o fundo cinzento pálido, por vezes amarelo, sobre o qual se destacam manchas irregulares esverdeadas ou acastanhadas. Ventralmente são claros, podendo apresentar algumas pontuações mais escuras, dispersas.

       Habitat: Encontra-se fortemente associado a locais de solo pouco compacto, como zonas arenosas, dunas costeiras, campos de cultivo, pastagens e zonas planálticas.

        Comportamentos: Possui hábitos estritamente nocturnos, passando o dia enterrado em buracos que escava com fortes unhas negras dos membros posteriores. No Verão e no tempo seco chega a atingir profundidades de cerca de 1 metro, onde encontra a humidade necessária à sua sobrevivência, embora se trate de um animal que resiste bem à secura.

        Reprodução: O seu período reprodutivo está fortemente dependente das condições climatéricas, em especial da ocorrência de precipitação, geralmente entre meados do Outono até meados da Primavera. Os machos agrupam-se nos locais de reprodução, emitindo o seu canto debaixo de água, que se assemelham vagamente ao fraco cacarejar de uma galinha. As fêmeas, que em geral chegam mais tarde a estes locais, podem responder com sons semelhantes. O amplexo é inguinal, podendo ocorrer dentro de água ou nas margens. As fêmeas depositam entre 1000 a 7000 ovos, dispostos desordenadamente num cordão gelatinoso grosso e comprido, que se fixa as plantas aquáticas ou cai no fundo do charco.

        Dieta: A sua alimentação consiste, essencialmente, em escaravelhos, lesmas, formigas, minhocas, gafanhotos, borboletas, mosquitos e larvas de insectos.

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