
Sapo-pateiro-ibérico
Alytes cisternasii
Comprimento: até 4,5 cm
Longevidade: sem dados.
Espécie endémica da
Peninsula Ibérica.
Em Portugal ocorre
principalmente a sul do
Tejo. A norte junto à
fronteira com Espanha.
Espécie não ameaçada
Identificação: Sapo de tamanho pequeno e de aspecto robusto. Os olhos são proeminentes e de grande tamanho, íris de cor dourada e com pupila vertical. Na parte palmar das patas apresenta dois tubérculos bem visíveis, sendo o mais externo de maior tamanho. O dorso é geralmente esbranquiçado ou acastanhado, com manchas mais escuras de cor castanha, cinzenta ou esverdeada. Apresentam tipicamente pequenas verrugas avermelhadas ou alaranjadas no dorso, que se prolongam por vezes até aos olhos. Ventralmente são claros, de cor esbranquiçada ou amarelada.
Habitat: Adaptado a ambientes áridos e quentes, ocupa zonas de baixa e média altitude. Encontra-se em solos arenosos ou pouco compactos normalmente em zonas abertas e aplanadas.
Comportamentos: Espécie de hábitos nocturnos, acentuadamente fossadares, embora também possa apresentar actividade diurna, em dias nublados ou chuvosos. Ao longo do ano, pode exibir vários períodos de inactividade durante os meses com temperaturas mais extremas.
Reprodução: A reprodução ocorre no Outono e na Primavera. Nestes períodos, os machos cantam, que consiste num silvo, semelhante a um curto assobio, durante a noite. O amplexo é inguinal e ocorre em terra. Após a fecundação, que decorre em terra, os machos enrolam os cordões de ovos nos membros posteriores. Cada postura pode variar entre 30 e 60 ovos, dependendo do tamanho e da idade da fêmea. Um macho pode transportar as posturas de várias fêmeas, até um total de 180 ovos.
Dieta: A alimentação baseia-se na captura de presas vivas, nomeadamente formigas, caracóis, escaravelhos e aranhas.