
Rela
Hyla arborea
Comprimento: 3,5 a 4,5 cm
Longevidade:
inferior a 10 anos.
Em Portugal está presente
no norte do território.
Espécie não ameaçada
Identificação: Cabeça mais larga que comprida, com focinho curto e arredondado. Os seus olhos são proeminentes, com pupila horizontal arredondada e íris dourada. Extremidades anteriores e posteriores compridas, com quatro e cinco dedos, respectivamente. Membranas interdigitais relativamente bem desenvolvidas nas patas posteriores. Pele do dorso muito brilhante, sem verrugas e a sua coloração é normalmente verde vivo. Apresentam tipicamente uma banda lateral escura que começa no focinho, atravessa o olho e se prolonga pelo flanco, curvando para cima na região lombar e estendendo-se pela zona interna do membro posterior, formando uma espécie de escudo.
Habitat: Vive nas orlas dos charcos, lagoas e ribeiras com vegetação emergente alta e densa (juncos, canas ou silvas) que utiliza como refúgio. Também pode ser observada em prados húmidos e terrenos encharcados, com vegetação herbácea e arbustiva abundantes.
Comportamentos: É comum durante o dia, sobre arbustos, na vizinhança de cursos e planos de água, especialmente com tempo nublado e húmido, por vezes, encontram-se em dias limpos expostos ao sol sobre a vegetação. No entanto, as relas são activas principalmente à noite.
Reprodução: O período reprodutivo inicia-se na Primavera. As relas-macho formam coros ruidosos, cantando durante a noite nas orlas dos charcos e ribeiras onde se reproduzem, e são os machos os primeiros a chegar a esses locais. O canto de acasalamento é executado com a ajuda do saco vocal, que actua como cavidade de ressonância. O amplexo é axilar e ocorre na água, podendo durar várias horas. Cada fêmea pode depositar cerca de 200 a 1400 ovos, que formam pequenas massas esféricas.
Dieta: A sua alimentação consiste essencialmente em invertebrados diversos, nomeadamente aranhas, formigas, moscas, centopeias, percevejos e pequenos escaravelhos.